Sem dinheiro, mas com muito glamour!
Apesar de termos planejado essa viagem, cometemos um erro que nos deixou sem dinheiro, mas mesmo assim não perdemos o glamour, ou pelo menos, foi assim que encaramos o problema.
É importante ressaltar que antes da viagem um dos pontos principais das nossas discussões foi quanto levaríamos em dinheiro e se levaríamos Dólar, Real ou Peso. No final optamos por Reais que converteríamos na Argentina.
Então para entender como chegamos ao ponto de estar sem dinheiro é importante registrar que viajamos na quarta-feira antes da sexta-feira santa e apesar de ter pensado na possibilidade de ser feriado bancário na quinta-feira, depois de pesquisar em diversos sites e não descobrir nada a respeito resolvemos relaxar e não pensar mais no assunto.
Ao chegar no Aeroporto Internacional de Ezeiza seguindo o conselho que lemos no blog 63278 (http://www.viajeaqui.abril.com.br/) fizemos a conversão no Banco de La Nacion Argentina, que tem o melhor câmbio lá. No entanto, na esperança de ter uma taxa melhor no Centro, resolvemos que só trocaríamos R$ 100,00 cada uma, apenas para os gastos daquele dia com táxi e jantar e que no dia seguinte trocaríamos o resto no Banco do Brasil ou na Corretora de Câmbio América.
No translado até ao nosso primeiro hostel, conversando com o taxista, tivemos a notícia que tanto temiamos, ou seja, no dia seguinte seria feriado bancário na Argentina e, pior, já passava das 17h, o que significava que não havia como correr até o centro para fazer a conversão.
Voltar à Ezeiza não era uma opção, afinal o táxi até lá nos custaria $180,00. Restava-nos a opção de fazer a troca nas casas de câmbios da Florida, que já sabíamos que tinham as piores taxas.
Na manhã seguinte verificamos que teríamos que continuar a usar táxi, ao invés dos baratíssimos ônibus urbanos, pois para usá-los precisaríamos de moedas e depois de diversas tentativas concluímos que era impossível consegui-las naquela cidade, pois esse era o recurso mais escasso.
Como estávamos dispostas a aproveitar o que a cidade nos oferecia, resolvemos que iríamos fazer o reconhecimento da cidade,mas quando fomos às corretoras de câmbio da Florida tivemos a confirmação de que a taxa era péssima. Enquanto no aeroporto nós conseguimos 1,54 ali nos ofereciam 1,13 e, como ainda nos restava alguns (poucos) pesos resolvemos adiar um pouco aquela transação, mas no final do dia já estávamos desesperadas com a quantidade de pesos que tínhamos e, então optamos pela medida de emergência. Sacamos parte do dinheiro que havíamos depositado no Citibank, o que nos deixou radiantes.
Continuamos nosso reconhecimento da cidade e fomos até ao Obelisco e no meio do caminho nos deparamos com um teatro, onde estava tendo a apresentação de o Fantasma da Ópera. E é claro que para nossa viagem glamourosa não poderíamos perder essa oportunidade e entramos na fila para comprar o ingresso. Nossa primeira opção era comprar o ingresso mais barato, mas estes não estavam mais disponíveis. Então nos restava apenas os mais caros que custavam quase todo o peso que tínhamos naquele momento.
Resolvemos ser conscientes da nossa realidade financeira e decidimos não comprar o ingresso. E então fomos para o café Havanna para um delicioso cappucinno, mas no dia seguinte já havíamos desistido desse momento consciente e resolvemos voltar até ao teatro para comprar o ingresso. Assim o quarteto mais uma vez usou o cartão de crédito para mais um evento glamouroso que ocorreu na noite de sábado.
No sábado pela manhã já estávamos quase sem dinheiro novamente, pois tivemos que fazer a reserva do hostel para a nossa última etapa da viagem em Buenos Aires, então voltamos ao Citibank para sacar o que ainda nos restava. Por um dia nos sentimos ricas (apesar de não termos tantos pesos assim) e como no dia seguinte embarcaríamos no aeroporto de Ezeiza, estávamos mais tranquilas, pois poderíamos converter alguns reais e seguir a nossa viagem.
Reunimos para analisar quanto reais precisaríamos trocar e chegamos a um determinado valor e acabamos, no final, tendo na média a mesma quantidade de pesos.
Na nossa estadia em Ushuaia não deixamos de fazer nada que nos interessou e até fizemos algumas comprinhas, mas quando chegamos a El Calafate já estávamos novamente com poucos pesos. E pior, como havíamos definido uma quantidade média de pesos para cada uma de nós, todas estavam descapitalizadas em uma cidade que consideramos a mais cara.
Ao iniciar nossas pesquisas do que fazer na cidade o que mais nos interessou foi o mini-trekking só que os preços eram altos e a primeira agência que vimos que aceitava cartão de crédito cobrava um valor adicional. Muitas nem cartão aceitavam. Mas como não desistimos facilmente fomos à agência Hielo & Aventura, que era a responsável por organizar esse tipo de excursão e esta aceitava cartão de crédito. Então nossos problemas estavam resolvidos e no dia seguinte curtimos um lindo passeio, incluindo ao final uísque com gelo do perito e champagne.
Novamente curtimos os passeios que nos interessava, mas quando voltamos à Buenos Aires aterrisamos no Aeroparque e descobrimos que ali não havia onde trocar os nossos reais. Então estávamos mais uma vez pobres.
Ficamos hospedadas na rua Florida, então tomamos a decisão que se chegássemos ao limite do desespero trocaríamos os reais que tínhamos naquelas casas de câmbio. Mas como ainda não estávamos tão desesperadas contamos os pesos que ainda nos restava e o quarteto, decidiu que ir naquela noite a um show de tango.
Isso nos deixou quase descapitalizadas, mas na manhã seguinte (domingo) seguimos as sugestões da minha professora e fomos até San Telmo, onde fizemos algumas compras (claro que das coisas mais baratas) e almoçamos. No final da tarde voltamos à Florida onde com os nossos cartões de crédito fizemos as últimas compras e tomamos um delicioso sorvete no Freddo. Afinal, nosso lema passou a ser que não deveríamos nos preocupar durante a viagem e, sim deixar isso apenas para quando chegasse a fatura.
Na manhã seguinte, em nossas últimas horas em Buenos Aires, fomos até a praça San Martin e vimos a exposição de ursos, compramos as últimas lembranças e almoçamos no Freddo, afinal por $20,oo podíamos comer um crepe, tomar refrigerante e ainda tomar mais uma vez o delicioso sorvete.
Esses nossos últimos momentos glamourosos comprometeu o tempo necessário para embarcarmos de volta para casa e para piorar, no momento que fomos até a esquina para tomar o táxi havía uma manifestação na Av Corrientes. Desespero total! Foi aquele corre-corre e acabamos arrastando nossas malas até uma rua que não estava sendo afetada por aquela manifestação. Tomamos o táxi e tínhamos menos de 15 min para chegar ao aeroporto no tempo exigido para o check-in.
Estávamos eu, Denise e Paty22 no táxi e esta olhou para mim e disse para eu não me preocupar. Foi o suficiente para quebrar aquela tensão, dei uma gargalhada e disse: não importa se perdermos o vôo, o importante é não perdermos o glamour. Todas rimos e seguimos para o aeroporto.
Apesar do atraso, não tivemos problemas em fazer o check-in e embarcamos sem problemas, finalizando assim nossa viagem cheia de glamour.
É importante ressaltar que antes da viagem um dos pontos principais das nossas discussões foi quanto levaríamos em dinheiro e se levaríamos Dólar, Real ou Peso. No final optamos por Reais que converteríamos na Argentina.
Então para entender como chegamos ao ponto de estar sem dinheiro é importante registrar que viajamos na quarta-feira antes da sexta-feira santa e apesar de ter pensado na possibilidade de ser feriado bancário na quinta-feira, depois de pesquisar em diversos sites e não descobrir nada a respeito resolvemos relaxar e não pensar mais no assunto.
Ao chegar no Aeroporto Internacional de Ezeiza seguindo o conselho que lemos no blog 63278 (http://www.viajeaqui.abril.com.br/) fizemos a conversão no Banco de La Nacion Argentina, que tem o melhor câmbio lá. No entanto, na esperança de ter uma taxa melhor no Centro, resolvemos que só trocaríamos R$ 100,00 cada uma, apenas para os gastos daquele dia com táxi e jantar e que no dia seguinte trocaríamos o resto no Banco do Brasil ou na Corretora de Câmbio América.
No translado até ao nosso primeiro hostel, conversando com o taxista, tivemos a notícia que tanto temiamos, ou seja, no dia seguinte seria feriado bancário na Argentina e, pior, já passava das 17h, o que significava que não havia como correr até o centro para fazer a conversão.
Voltar à Ezeiza não era uma opção, afinal o táxi até lá nos custaria $180,00. Restava-nos a opção de fazer a troca nas casas de câmbios da Florida, que já sabíamos que tinham as piores taxas.
No entanto, naquela noite, depois do jantar, para começar nossa estadia glamourosa na cidade, eu, Beth, Denise e Paty22 (o quarteto) seguimos o conselho da minha professora de espanhol e fomos para o point indicado por ela. Entramos no táxi e dissemos "Vicente López y Junin", como sua sugestão, e chegamos a um lugar de bares cheios de charmes, no bairro de Recoleta.
Escolhemos o louge bar & music PorteZuelo que é uma graça, mas depois de curtir o lugar e um bate-papo agradabilíssimo veio a conta e descobrimos que a água custava $10,00. Esse foi um susto, afinal jurávamos que tínhamos visto no cardápio que a água custava $6,00 (o que já é o dobro do preço no Brasil), mas o pior foi descobrirmos que havia umas letras miúdas no rodapé que informava que $6,00 era o preço mínimo e que depois da meia-noite os preços ficavam mais caro. Mas resolvemos relaxar e não desperdiçar nossa noite tão charmosa, afinal eles aceitavam cartão de crédito .Na manhã seguinte verificamos que teríamos que continuar a usar táxi, ao invés dos baratíssimos ônibus urbanos, pois para usá-los precisaríamos de moedas e depois de diversas tentativas concluímos que era impossível consegui-las naquela cidade, pois esse era o recurso mais escasso.
Como estávamos dispostas a aproveitar o que a cidade nos oferecia, resolvemos que iríamos fazer o reconhecimento da cidade,mas quando fomos às corretoras de câmbio da Florida tivemos a confirmação de que a taxa era péssima. Enquanto no aeroporto nós conseguimos 1,54 ali nos ofereciam 1,13 e, como ainda nos restava alguns (poucos) pesos resolvemos adiar um pouco aquela transação, mas no final do dia já estávamos desesperadas com a quantidade de pesos que tínhamos e, então optamos pela medida de emergência. Sacamos parte do dinheiro que havíamos depositado no Citibank, o que nos deixou radiantes.
Continuamos nosso reconhecimento da cidade e fomos até ao Obelisco e no meio do caminho nos deparamos com um teatro, onde estava tendo a apresentação de o Fantasma da Ópera. E é claro que para nossa viagem glamourosa não poderíamos perder essa oportunidade e entramos na fila para comprar o ingresso. Nossa primeira opção era comprar o ingresso mais barato, mas estes não estavam mais disponíveis. Então nos restava apenas os mais caros que custavam quase todo o peso que tínhamos naquele momento.
Resolvemos ser conscientes da nossa realidade financeira e decidimos não comprar o ingresso. E então fomos para o café Havanna para um delicioso cappucinno, mas no dia seguinte já havíamos desistido desse momento consciente e resolvemos voltar até ao teatro para comprar o ingresso. Assim o quarteto mais uma vez usou o cartão de crédito para mais um evento glamouroso que ocorreu na noite de sábado.
No sábado pela manhã já estávamos quase sem dinheiro novamente, pois tivemos que fazer a reserva do hostel para a nossa última etapa da viagem em Buenos Aires, então voltamos ao Citibank para sacar o que ainda nos restava. Por um dia nos sentimos ricas (apesar de não termos tantos pesos assim) e como no dia seguinte embarcaríamos no aeroporto de Ezeiza, estávamos mais tranquilas, pois poderíamos converter alguns reais e seguir a nossa viagem.
Reunimos para analisar quanto reais precisaríamos trocar e chegamos a um determinado valor e acabamos, no final, tendo na média a mesma quantidade de pesos.
Na nossa estadia em Ushuaia não deixamos de fazer nada que nos interessou e até fizemos algumas comprinhas, mas quando chegamos a El Calafate já estávamos novamente com poucos pesos. E pior, como havíamos definido uma quantidade média de pesos para cada uma de nós, todas estavam descapitalizadas em uma cidade que consideramos a mais cara.
Ao iniciar nossas pesquisas do que fazer na cidade o que mais nos interessou foi o mini-trekking só que os preços eram altos e a primeira agência que vimos que aceitava cartão de crédito cobrava um valor adicional. Muitas nem cartão aceitavam. Mas como não desistimos facilmente fomos à agência Hielo & Aventura, que era a responsável por organizar esse tipo de excursão e esta aceitava cartão de crédito. Então nossos problemas estavam resolvidos e no dia seguinte curtimos um lindo passeio, incluindo ao final uísque com gelo do perito e champagne.
Novamente curtimos os passeios que nos interessava, mas quando voltamos à Buenos Aires aterrisamos no Aeroparque e descobrimos que ali não havia onde trocar os nossos reais. Então estávamos mais uma vez pobres.
Ficamos hospedadas na rua Florida, então tomamos a decisão que se chegássemos ao limite do desespero trocaríamos os reais que tínhamos naquelas casas de câmbio. Mas como ainda não estávamos tão desesperadas contamos os pesos que ainda nos restava e o quarteto, decidiu que ir naquela noite a um show de tango.
Isso nos deixou quase descapitalizadas, mas na manhã seguinte (domingo) seguimos as sugestões da minha professora e fomos até San Telmo, onde fizemos algumas compras (claro que das coisas mais baratas) e almoçamos. No final da tarde voltamos à Florida onde com os nossos cartões de crédito fizemos as últimas compras e tomamos um delicioso sorvete no Freddo. Afinal, nosso lema passou a ser que não deveríamos nos preocupar durante a viagem e, sim deixar isso apenas para quando chegasse a fatura.
Na manhã seguinte, em nossas últimas horas em Buenos Aires, fomos até a praça San Martin e vimos a exposição de ursos, compramos as últimas lembranças e almoçamos no Freddo, afinal por $20,oo podíamos comer um crepe, tomar refrigerante e ainda tomar mais uma vez o delicioso sorvete.
Esses nossos últimos momentos glamourosos comprometeu o tempo necessário para embarcarmos de volta para casa e para piorar, no momento que fomos até a esquina para tomar o táxi havía uma manifestação na Av Corrientes. Desespero total! Foi aquele corre-corre e acabamos arrastando nossas malas até uma rua que não estava sendo afetada por aquela manifestação. Tomamos o táxi e tínhamos menos de 15 min para chegar ao aeroporto no tempo exigido para o check-in.
Estávamos eu, Denise e Paty22 no táxi e esta olhou para mim e disse para eu não me preocupar. Foi o suficiente para quebrar aquela tensão, dei uma gargalhada e disse: não importa se perdermos o vôo, o importante é não perdermos o glamour. Todas rimos e seguimos para o aeroporto.
Apesar do atraso, não tivemos problemas em fazer o check-in e embarcamos sem problemas, finalizando assim nossa viagem cheia de glamour.
Ana Lúcia e Pat Martins perdidas em Ushuaia
As versões desse caso dependem da visão de quem estiver relatando. Claro que a minha vai ser muito diferente das protagonistas, mas nesse caso cabe a elas escrever a sua versão. Eu vou escrever a minha.
E tudo começou na tarde do dia 13/04, quando eu, Beth, Denise e Paty22 estávamos em uma agência de turismo pesquisando a respeito do passeio ao Parque Nacional do Fim do Mundo. Enquanto estava tentando entender a proposta da vendedora, ao lado havia um burburinho das demais falando alguma coisa. Logo em seguida Beth comentou que a Ana havia dito que estava com a calça suja e que iria com a Pat Martins comprar uma nova (ou pelo menos foi isso que entendi).
Quando saímos da agência não as avistamos e continuamos subindo pela Rua San Martin, pois elas não poderiam estar em outra rua. Claro que no meio do caminho nos deparamos com uma loja de couro em promoção e não resistimos e fomos dar uma olhada.
Como não é fácil controlar 4 mulheres em uma loja em promoção ficamos cerca de 1h lá. Talvez um pouco mais. Beth a toda hora demonstrava preocupação por não encontrar as desgarradas, mas eu, sinceramente, estava tranquila, devido a três razões bem simples: (1) porque Ana havia me dito dias atrás que eu queria controlar tudo e, então, resolvi ouvir o conselho dela e relaxar, (2) porque mais cedo eu estive caminhando com as 2 naquela rua e tínhamos visto que os preços eram altos, então considerando que a Ana estava em uma fase "mão-de-vaca" eu duvidava que ela iria parar na primeira loja e, que possivelmente estava caçando uma boa oferta e (3) porque a Ana é a aquela que chamávamos de fodástica (a que sabe tudo), então quando eu iria imaginar que ela se perderia?
Continuamos nosso trajeto e a Beth sempre preocupada. Em consideração a sua preocupação fui até um locutório e liguei para a cabana em que estávamos hospedadas. Falei com a dona de lá e depois de tentar falar com as duas cabanas verificamos que elas não haviam chegado.
Continuamos naquela rua e como já passava de 21h resolvemos pegar um táxi e voltar para a cabana. Claro que a Beth continuava preocupada, enquanto eu, apesar de em alguns momentos ter pensamentos de que poderia ter ocorrido alguma coisa, os espantava, afinal eu tinha as minhas 3 razões que se transformaram em pressupostos naquele momento.
Quando chegamos às cabanas fomos direto procurá-las. E nada. Imaginamos que estivessem na casa principal usando a internet, então Beth, Paty22 e Denise foram até lá. E eu fui me preparar para tomar banho. Alguns minutos depois as duas entraram em nossa cabana. Pelo tom da voz da Ana vi que tinha alguma coisa muito errada e fui para sala para ouvi-la.
Ela estava realmente possessa e só sabia repetir que não acreditava que as tínhamos abandonado naquele frio e que elas não sabiam voltar para casa, pois não sabiam o endereço e que ninguém conseguia ajudá-las, pois não sabiam onde ficava a cabana del sur.
Confesso que me senti muito mal com aquela situação, principalmente, porque me lembrei de uma vez que tive a minha primeira briga com a minha amiga Letícia porque ela me deixou um longo tempo na rodoviária de Teresópolis, esperando no maior frio. Então eu sabia que essa situação era péssima.
Fiquei por um longo tempo sentada, cabisbaixa ouvindo Ana falar e tentei explicar que não imaginávamos que elas estavam perdidas, mas ela estava irredutível e nada a fazia mudar de idéia. Depois de um tempo ela resolveu ir para a sua cabana tomar um banho e, então ouvi um pouco mais a Pat Martins reiterando o que a Ana já havia falado. Foi horrível!
Quando elas se foram, liguei para a casa principal e pedi para falar com Beth. E disse: Beth, f...
Imediatamente as meninas vieram até a nossa cabana e fomos para a outra falar com as perdidas. Chegando lá tive que ouvir novamente as reclamações da Ana e, continuava me sentindo muito mal com aquela situação. A Ana estava irredutível quanto ao posicionamento de que nós as havíamos abandonado no frio e que se fosse qualquer outra de nós teríamos ido atrás. Até que a Beth falou. E bastou a Beth rearfimar que não foi bem isso e que em momento algum havíamos deliberadamente agido com o intuito de abandoná-las que a Ana ficou calma, afinal como ela sempre dizia "a madrinha (Beth) é a madrinha" e o que a madrinha diz não tem como contestar.
No final, a Ana se acalmou, mas acho que ela vai jogar essa história na nossa cara, o resto de nossa vida. Também aprendemos muitas lições naquele dia. Algumas básicas, mas que havíamos deixado de lado, como perceber que todas devem ter o endereço de onde estávamos hospedadas, pois naquele dia eu era a única que havia levado os dados de onde estávamos.
Eu, também, tive a minha lição pessoal e a partir de agora vou tentar ignorar as minhas razões iniciais, afinal esse acontecimento me fez concluir que ninguém pode ser tão esperto que não possa se perder em uma cidade que tenha apenas uma rua principal.
E tudo começou na tarde do dia 13/04, quando eu, Beth, Denise e Paty22 estávamos em uma agência de turismo pesquisando a respeito do passeio ao Parque Nacional do Fim do Mundo. Enquanto estava tentando entender a proposta da vendedora, ao lado havia um burburinho das demais falando alguma coisa. Logo em seguida Beth comentou que a Ana havia dito que estava com a calça suja e que iria com a Pat Martins comprar uma nova (ou pelo menos foi isso que entendi).
Quando saímos da agência não as avistamos e continuamos subindo pela Rua San Martin, pois elas não poderiam estar em outra rua. Claro que no meio do caminho nos deparamos com uma loja de couro em promoção e não resistimos e fomos dar uma olhada.
Como não é fácil controlar 4 mulheres em uma loja em promoção ficamos cerca de 1h lá. Talvez um pouco mais. Beth a toda hora demonstrava preocupação por não encontrar as desgarradas, mas eu, sinceramente, estava tranquila, devido a três razões bem simples: (1) porque Ana havia me dito dias atrás que eu queria controlar tudo e, então, resolvi ouvir o conselho dela e relaxar, (2) porque mais cedo eu estive caminhando com as 2 naquela rua e tínhamos visto que os preços eram altos, então considerando que a Ana estava em uma fase "mão-de-vaca" eu duvidava que ela iria parar na primeira loja e, que possivelmente estava caçando uma boa oferta e (3) porque a Ana é a aquela que chamávamos de fodástica (a que sabe tudo), então quando eu iria imaginar que ela se perderia?
Continuamos nosso trajeto e a Beth sempre preocupada. Em consideração a sua preocupação fui até um locutório e liguei para a cabana em que estávamos hospedadas. Falei com a dona de lá e depois de tentar falar com as duas cabanas verificamos que elas não haviam chegado.
Continuamos naquela rua e como já passava de 21h resolvemos pegar um táxi e voltar para a cabana. Claro que a Beth continuava preocupada, enquanto eu, apesar de em alguns momentos ter pensamentos de que poderia ter ocorrido alguma coisa, os espantava, afinal eu tinha as minhas 3 razões que se transformaram em pressupostos naquele momento.
Quando chegamos às cabanas fomos direto procurá-las. E nada. Imaginamos que estivessem na casa principal usando a internet, então Beth, Paty22 e Denise foram até lá. E eu fui me preparar para tomar banho. Alguns minutos depois as duas entraram em nossa cabana. Pelo tom da voz da Ana vi que tinha alguma coisa muito errada e fui para sala para ouvi-la.
Ela estava realmente possessa e só sabia repetir que não acreditava que as tínhamos abandonado naquele frio e que elas não sabiam voltar para casa, pois não sabiam o endereço e que ninguém conseguia ajudá-las, pois não sabiam onde ficava a cabana del sur.
Confesso que me senti muito mal com aquela situação, principalmente, porque me lembrei de uma vez que tive a minha primeira briga com a minha amiga Letícia porque ela me deixou um longo tempo na rodoviária de Teresópolis, esperando no maior frio. Então eu sabia que essa situação era péssima.
Fiquei por um longo tempo sentada, cabisbaixa ouvindo Ana falar e tentei explicar que não imaginávamos que elas estavam perdidas, mas ela estava irredutível e nada a fazia mudar de idéia. Depois de um tempo ela resolveu ir para a sua cabana tomar um banho e, então ouvi um pouco mais a Pat Martins reiterando o que a Ana já havia falado. Foi horrível!
Quando elas se foram, liguei para a casa principal e pedi para falar com Beth. E disse: Beth, f...
Imediatamente as meninas vieram até a nossa cabana e fomos para a outra falar com as perdidas. Chegando lá tive que ouvir novamente as reclamações da Ana e, continuava me sentindo muito mal com aquela situação. A Ana estava irredutível quanto ao posicionamento de que nós as havíamos abandonado no frio e que se fosse qualquer outra de nós teríamos ido atrás. Até que a Beth falou. E bastou a Beth rearfimar que não foi bem isso e que em momento algum havíamos deliberadamente agido com o intuito de abandoná-las que a Ana ficou calma, afinal como ela sempre dizia "a madrinha (Beth) é a madrinha" e o que a madrinha diz não tem como contestar.
No final, a Ana se acalmou, mas acho que ela vai jogar essa história na nossa cara, o resto de nossa vida. Também aprendemos muitas lições naquele dia. Algumas básicas, mas que havíamos deixado de lado, como perceber que todas devem ter o endereço de onde estávamos hospedadas, pois naquele dia eu era a única que havia levado os dados de onde estávamos.
Eu, também, tive a minha lição pessoal e a partir de agora vou tentar ignorar as minhas razões iniciais, afinal esse acontecimento me fez concluir que ninguém pode ser tão esperto que não possa se perder em uma cidade que tenha apenas uma rua principal.
08/04/2009 - Embarque, chegada à Buenos Aires e primeiro contato com a noite Portenha
Desde o primeiro momento, ainda no check in, no aeroporto Tom Jobim, a energia vibrante do grupo se fazia presente.
Rick, que gentilmente levou Bete e Paty22 ao aeroporto para o embarque, detectou a alegria do grupo, até entao desconhecido, e foi encarregado de registrar nossas primeiras fotos.
Com as malas devidamente despachadas, fomos tratar de tomar nosso primeiro café da manhã para resistirmos a tudo que estava reservado para nós, nesse grande dia.
Todos os movimentos e falas eram motivo de farra e risada. A primeira logo que ficou marcada e determinante para o resto da viagem, foi a nossa melô, cuja autoria se deve a nossa integrante revelação Denise, mais conhecida como meu bebê rsrsrs
A melô lá, lá, lá, lá, está até hoje nos nossos ouvidos e, é sem dúvida, o som que nos traz muitas recordações e risadas.
Nossa chegada ao aeroporto de Ezeiza foi bem movimentada. Tínhamos que dar conta das malas, trocar nosso dinheiro, tomar informações dos roteiros turísticos e verificar o meio mais fácil de acessarmos o nosso hostel.
Quando chegamos a Palermo, começamos o nosso Big Brother argentino. Bete e Denise ficaram num quarto sem banheiro privativo, o que fazia da nossa rotina um verdadeiro tour pelos quartos das outras duas duplas. Elas tiveram situações noturnas hilárias e outras de passagem pelos corredores do hostel que são absolutamente impublicáveis.
Após definirmos nossas acomodações, partirmos em busca de um lugar para fazermos uma deliciosa refeição. Por sinal, a primeira do dia...
Finalmente na calle (rua) Cordoba encontramos um restaurante onde comemos com muita satisfação. Claro que temos o registro desse glorioso jantar. Aliás, é nessa foto que detectamos o sucolento tomate recheado com atum e arroz da Dedê kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Após o jantar, fomos para 0 Village, em Recoleta onde, após um rápido reconhecimento do local (shopping futurista, calçadão com os diversos bares), elegemos um pub, PorteZuelo, para um drink. Nesse momento, descobrimos que beber álcool na argentina é mais barato que beber água, refri ou suco.
Não foi possível bailar nesse dia, pois esse tipo de movimento só se inicia a partir das duas e meia da manhã o que tornava inviável a realização dos nossos passeios nos dias subsequentes.
Rick, que gentilmente levou Bete e Paty22 ao aeroporto para o embarque, detectou a alegria do grupo, até entao desconhecido, e foi encarregado de registrar nossas primeiras fotos.
Com as malas devidamente despachadas, fomos tratar de tomar nosso primeiro café da manhã para resistirmos a tudo que estava reservado para nós, nesse grande dia.
Todos os movimentos e falas eram motivo de farra e risada. A primeira logo que ficou marcada e determinante para o resto da viagem, foi a nossa melô, cuja autoria se deve a nossa integrante revelação Denise, mais conhecida como meu bebê rsrsrs
A melô lá, lá, lá, lá, está até hoje nos nossos ouvidos e, é sem dúvida, o som que nos traz muitas recordações e risadas.
Nossa chegada ao aeroporto de Ezeiza foi bem movimentada. Tínhamos que dar conta das malas, trocar nosso dinheiro, tomar informações dos roteiros turísticos e verificar o meio mais fácil de acessarmos o nosso hostel.
Quando chegamos a Palermo, começamos o nosso Big Brother argentino. Bete e Denise ficaram num quarto sem banheiro privativo, o que fazia da nossa rotina um verdadeiro tour pelos quartos das outras duas duplas. Elas tiveram situações noturnas hilárias e outras de passagem pelos corredores do hostel que são absolutamente impublicáveis.
Após definirmos nossas acomodações, partirmos em busca de um lugar para fazermos uma deliciosa refeição. Por sinal, a primeira do dia...
Finalmente na calle (rua) Cordoba encontramos um restaurante onde comemos com muita satisfação. Claro que temos o registro desse glorioso jantar. Aliás, é nessa foto que detectamos o sucolento tomate recheado com atum e arroz da Dedê kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Após o jantar, fomos para 0 Village, em Recoleta onde, após um rápido reconhecimento do local (shopping futurista, calçadão com os diversos bares), elegemos um pub, PorteZuelo, para um drink. Nesse momento, descobrimos que beber álcool na argentina é mais barato que beber água, refri ou suco.
Não foi possível bailar nesse dia, pois esse tipo de movimento só se inicia a partir das duas e meia da manhã o que tornava inviável a realização dos nossos passeios nos dias subsequentes.
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